
Incrível, mas se perdeu
Sweet Not Sugar
Sweet Not Sugar é um romance omegaverse que em sua primeira temporada é, simplesmente, impecável. Apresenta seus personagens, o uke e ômega Lee Dan, que é salvo pelo seme e alfa Jung-Heon. Clichê? Muito. Simples? Até demais. Mas é exatamente essa simplicidade atrelada a uma arte deslumbrante que fisga o leitor nesse deleite de história.
Sweet Not Sugar é um yaoi extremamente bem feito e que nos leva a uma aventura de descobertas e sentimentos. Desde mostrar o preconceito da sociedade aos ômegas até questões mais profundas como autoestima e abuso. A primeira temporada cumpre sua proposta de introduzir a trama e nos presenteia com cenas apaixonantes — mas não quentes.
Um fator negativo na experiência é que a arte da história muda na segunda temporada — para pior, diga-se de passagem — o que acaba prejudicando o envolvimento. Outro fator é que a autora/o pareceu se perder e não soube aproveitar os próprios personagens que criou. É uma simplicidade de universo atrelada a personagens que parecem perder toda sua identidade. A história, até então muito bem trabalhada, parece ter sido feita às pressas. Ainda está bom? Até que está, mas podia estar BEM melhor.
Sweet Not Sugar é uma leitura simples e açucarada, às vezes em excesso, que mostra que é possível ter um bom omegaverse sem ser necessário abusar de toxicidade sem sentido e violências gratuitas. Vale a pena conferir essa obra recheada de boas intenções e que, apesar de não ser uma obra de grande prestígio, consegue se equiparar a outras obras do gênero.
Vale a pena conferir principalmente para aqueles e aquelas que buscam algo saudável, meigo e açucarado para curar um domingo triste e até mesmo um coração partido.


